O processo de escolher um imóvel em um local bacana para morar pode ser uma tarefa demorada, mas ao finalizar essa etapa importante o sentimento é de satisfação: é hora de colocar toda energia nesse recomeço.

Poucas coisas combinam tão bem quanto um lar feliz e um pet.  A prova disso é que, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o número de cachorros já supera o de filhos pequenos nos lares brasileiros. Em 59% dos domicílios têm algum animal de estimação. Para cada seis habitantes há um cão domesticado e, para cada 16, um gato. Números do Ibope apontam que existem 54 milhões de animais domésticos no país, ficando atrás apenas dos Estados Unidos.

Você tem o desejo de ter um animal de estimação em casa para aproveitar tudo de bom que essa relação oferece? Tem receios a respeito de criá-lo em um apartamento? Trouxemos algumas dicas que vão acalmar seu coração, e facilitar sua convivência com o pet em casa.

Escolher um Pet também exige cuidado

É claro que a conexão com o bichinho é a coisa mais importante nessa relação, mas para viver em apartamento, os animais de pequeno e médio porte são os mais indicados.

 

Criar cães grandes em apartamento também é possível, mas tudo depende da maneira como essa situação será conduzida. Se você tem um cãozinho – seja ela minúsculo ou imenso – ele nunca deve ficar fechado em casa, mesmo que você tenha um enorme quintal.

Se for adotar um animal, informe-se sobre a personalidade dele, cães muito ativos precisam de espaço e, mesmo os pequenos, podem não se adaptar em apartamentos.

O mesmo vale para os gatos. Mesmo que pequenos, gatos são animais que precisam de muito espaço livre. Eles se locomovem bastante e costumam escalar os móveis da casa, por isso, algumas adaptações devem ser feitas para receber esse bichinho em casa.

Espaço

Em função da limitação física dos apartamentos, é. Então, se o objetivo não for deixar o animal circular livremente pelos ambientes, é melhor repensar a decisão já que manter um animal confinado por muito tempo em lugares pequenos, como sacadas ou áreas de serviço, o deixará bastante infeliz.

 

Se houver necessidade de limitar a passagem deles para um cômodo específico, como a cozinha, utilize uma grade de porta. Elas permitem que o espaço seja limitado, mas que o bichinho não perca o contato visual com você –  fica funcional para você e o pet fica menos ansioso.

Regras do condomínio

Conhecer o regulamento do condomínioé essencial para que problemas futuros sejam evitados. Quando o pet late demais, uma opção é amenizar o problema com terapias caninas. 

No passeio, leve com você opções para coletar o cocô do seu pet – pode ser um papel – quanto menos lixo melhor! Também tenha cuidado ao transitar com ele nas áreas comuns do condomínio – mantenha os ambientes limpos e evite multas e advertências desnecessárias.

Passeio é necessário

Você sabia que mesmo o cão que é criado solto tem necessidade de conhecer as redondezas, sentir cheiros e ver pessoas e pets diferentes? Além de gastar a energia com a caminhada, essas atividades são importantíssimas para a saúde física e emocional do cachorrinho; o tempo varia de acordo com a idade e porte do animal. 

O ideal é que os passeios ocorram no mínimo duas vezes ao dia e que esse passeio não seja somente para o xixi e o cocô, mas pelo passeio em si e pelo momento que podem desfrutar juntos. É o momento de se conectar com seu bichinho – aproveite! 

Cantinho especial

Mesmo que o pet possa circular por todo espaço, é interessante que ele tenha um cantinho para ele. Assim, quando ele estiver sozinho, terá uma referência de local e segurança quando estiver sozinho.

Caminha, brinquedos, recipientes com comida e água e uma roupa sua. Isso mesmo! Ele vai adorar sentir seu cheirinho quando você não estiver por perto. 

Limpeza e organização também são essenciais. Invista um tempo nesses cuidados para que sua experiência seja leve e você possa garantir o bem estar do seu pet.

O condomínio pode proibir animais de estimação? 

A legislação brasileira garante autonomia na propriedade privada. O que isso quer dizer? O morador pode possuir o que bem entender em sua moradia. Nenhum síndico ou proprietário pode proibir a permanência de cachorros em apartamento ou casa. Isso faz parte do seu direito de propriedade.

Mesmo que alguns condomínios proíbam a presença de cães, a regulamentação não pode ir contra a Constituição Federal, código maior do país, ou o Código Civil.

Dessa forma, apenas um juiz pode, depois do tutor apresentar sua defesa, ordenar a retirada do animal. Essa decisão deve ser tomada apenas depois do processo conter provas inequívocas e o animal de fato apresentar algum perigo ou causar desassossego.

Animais e apartamentos combinam, e muito, e você pode aproveitar todos os benefícios que esse laço pode proporcionar: afeto, responsabilidade, leveza e provas diárias de amor incondicional.